quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

a terrinha


Cidadezinha qualquer
casas entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar.
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Carlos Drummond de Andrade


minha cidadezinha qualquer inesquecível... (foto antiga, paisagem recente)

5 comentários:

Menino-Homem disse...

usei esta poesia como proposta de redação para meus alunos do ensino fundamental, e muito deles assumiram gostar desta "vida besta", menos mal, ganhei meu dia e um pouco de esperança...

você é demais!

Guilherme disse...

Vida besta, vida única!
Preciosa! Diante das paisagens que passam, mudam, mas sempre são..
E assim continuam...
Como nós, como a própria vida!

"Eu queria trazer-te uns versos muito lindos colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras seriam as mais simples do mundo, porém não sei que luz as iluminaria que terias de fechar teus olhos para as ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas, como essa que acende inesperadas cores nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia... como uma pobre lanterna que incendiou!"

Só talvez, caiba repetir, o que o (des)conhecido tenha dito acima...

Você é demais!
Beijos...

Guilherme disse...

Ah! A poesia é de Mario Quintana! Mas faço minha pra exprimir o que sinto ao ler você.. :D

Anônimo disse...

eu adoro essa vida besta,besta é quem nao gosta . .
bj

Ana Aitak disse...

obrigada rapazes e anônimo...