terça-feira, 30 de setembro de 2008
texto com fins terapêuticos
Segundo me lembro tudo que você tenta reprimir, vai pro subconsciente, some por um tempo, mas então quando você menos espera a bomba estoura. Mas eu acho que não escondo de mim mesma, tento ser o mais razoável possível, me mostro as razões e os porquês e poréns e acabo entendendo tudo, acredito (e torço). Fora que é tudo muito pessimista, eu prefiro mil vezes acreditar no papelzinho de chiclete. (Por via das dúvidas, desabafo nesse texto, vai saber, né?)
Viu? Já passou...
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
descrição de "eu" por mim.
Uma descrição consiste em uma enumeração de parâmetros quantitativos e qualitativos os quais buscam fornecer uma definição de alguma coisa. Uma descrição completa inclui distinções sutis úteis para distinguir uma coisa de outra. Descrição Caracteriza-se por ser um “retrato verbal” de pessoas, objetos, animais, sentimentos, cenas ou ambientes. Entretanto, uma descrição não se resume à enumeração pura e simples. O essencial é saber captar o traço distintivo, particular, o que diferencia aquele elemento descrito de todos os demais de sua espécie. "
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
bobagens
sábado, 20 de setembro de 2008
Uma trilogia perfeita sobre o mais nobre dos sentimentos
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
Luís Vaz de Camões
Monte Castelo
Composição: Renato Russo (recortes do Apóstolo Paulo e de Camões).
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua do anjos
Sem amor, eu nada seria...
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece...
O amor é o fogo
Que arde sem se ver
É ferida que dói
E não se sente
É um contentamento
Descontente
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...
É um não querer
Mais que bem querer
É solitário andar
Por entre a gente
É um não contentar-se
De contente
É cuidar que se ganha
Em se perder...
É um estar-se preso
Por vontade
É servir a quem vence
O vencedor
É um ter com quem nos mata
A lealdade
Tão contrário a si
É o mesmo amor...
Estou acordado
E todos dormem, todos dormem
Todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade...
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua do anjos
Sem amor, eu nada seria...
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Metáfora
Mas quando o poeta diz: "Lata"
Pode estar querendo dizer o incontível
Uma meta existe para ser um alvo,
Mas quando o poeta diz: "Meta"
Pode estar querendo dizer o inatingível
Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudo-nada cabe,
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível
Deixe a meta do poeta, não discuta,
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora.
Porque algumas coisa só podem ser ditas de outra forma.
domingo, 14 de setembro de 2008
o círculo da palavra
"
A gente muda. É só continuar vivendo. Samuel Beckett, Malone Morre, pg. 37 (Códex)
O essencial não muda nunca. Fala de Vladimir, na peça “Esperando Godot“, de Samuel Beckett (Abril Cultural, pg. 36)
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
A singularidade do significado e significante na linguagem da mulher

Cenário: Corredores de um shoping center.
Um casal de adolescentes conversa formando um quarteto com mais duas garotas da idade deles. Segue o diálogo assistido pelas duas:
(...)
-Então vamos terminar. (ela)
-Vamos. (ele)
-Tem certeza?
-...
-Absoluta?
-...
(...)
( É óbvio que esse trecho não é inicio nem fim da narrativa, da história mas incontestavelmente traz uma pequena mostra da complexa fala da mulher. ui)
Quando os homens vão entender os códigos da linguagem feminina???
terça-feira, 9 de setembro de 2008
o morcego
Depois de perceber que o bicho voador não estava encontrando a serventia da casa, e temendo o pior, achei melhor levantar e acender a luz, e vi o morcego, suspeitas confirmadas.
Como o teto é baixo, o bicho dava vôos rasantes sobre minha cabeça, voando em círculos pelo quarto, e quando vinha em minha direção eu me arrepiava e o coração quase saltava pela boca, quando saia eu tinha medo que pousasse na minha sobrinha que dormia tranqüila; pensei em berrar e pedir socorro ao meu irmão ou ao marido da minha prima, mas como estava tarde achei melhor pegar a arma mais próxima; e então com minhas legítimas havaianas em mãos, mais pra defender que pra atacar, comecei a enxotá-lo baixinho, não queria acordar ninguém no susto.
Abri mais um pouco a janela e finalmente depois de mais alguns sobrevôos, o morcego partiu em retirada. Fechei bem a janela, até gosto de calor sabia? E me pus a pensar, porque mega supersticiosa que sou; já comecei a me perguntar o que significaria a visita do morcego, por que não uma borboleta colorida? Um passarinho verde? Ou até mesmo uma “esperança”? Ainda bem que o sono e minha memória não permitiram que eu lembrasse nada ruim ligado a visita de um morcego, mas que foi surpreendente foi, se bem que teve uma vez que dei de cara com uma coruja que fez o barulho que coruja faz bem na minha cara, só não caí pra traz porque ... mas enfim isso já é outra história.
sábado, 6 de setembro de 2008
amo muito isso tudo....


Achei incrível essas tirinhas. Pescadas aqui: http://palavraguda.wordpress.com/2007/09/21/009/ ,http://palavraguda.wordpress.com/2007/09/23/010/
Site oficial do autor das tirinhas: http://www.porliniers.com/