segunda-feira, 25 de abril de 2011

Gêneros

Deve haver um lado bom em conhecer todo esse conto, entender o enredo. Acontece que nesse momento sou parcial e só vejo um lado dos fatos, o meu. Suspeito que perceber essa realidade que nos afronta insensivelmente seja questão de escolha.
Sempre lembro de Gullar e Leminski quando dizem dessa clareza que não escapa aos sentidos e que nos insulta, independente da nossa vontade de que as coisas fossem diferentes, tivessem outros significados, mas não tem. Tudo é tão claro que ofusca.
Penso nessa história fantasiosa que agora li, esta que fragiliza desde os primeiros desejos, que brinca de faz de conta mas depois desmente, quebra o encanto; mas penso também na possibilidade de reconstruir outros sentidos e sentimentos num possível romance que eu ainda venha a ler ou sonhar porque eu acredito no outro lado de tudo que ainda não vivi; existe muito mais além desse momento que agora me prende.
Espero a liberdade que começa com um olhar novo e curioso para o instante seguinte, com poesia.

Um comentário:

Iana Carolina disse...

Depois que eu consegui recuperar o fôlego que gastei suspirando, concordei com tudo que li. Muito bonito.

"...mas penso também na possibilidade de reconstruir outros sentidos e sentimentos num possível romance que eu ainda venha a ler ou sonhar porque eu acredito no outro lado de tudo que ainda não vivi; existe muito mais além desse momento que agora me prende."