Na entrada de um shopping, a família entra testando os conhecimentos matemáticos da menina mais nova que teria entre oito a nove anos de idade:
Pai: Quanto é 6 x 9?
Mãe: .... (apreensiva)
Irmã mais velha: ela não sabe multiplicação, não disse?! Quanto é 6 x 9?? 6 x9?!
Menina: ... (com cara de que estava fazendo milhões de cálculos e nervosa)
Avô: também, com tanta pressão assim, ninguém consegue.
Ah que saudade da compreensão e da proteção que só os avós dão.
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Colo
Distrito Federal. Taguatinga. Centro. Duas da tarde. Sol a pino e calor de rachar. A hora da fadiga. Faço parte do pequeno grupo que espera o sinal fechar, para poder atravessar a rua com segurança. Atrás de mim uma jovem mãe segura o braço de um garotinho junto com outra senhora. Imagino que aquela era a vontade de todos nós ali, mas ouço apenas o garotinho, do alto de seu desejo e inocência, pedir colo à mãe; ao que ela responde muito brava que caso ele insista lhe dará umas boas chineladas; a senhora que provavelmente era a avó, comovida com o pedido do menino, resolveu consolá-lo: “você é homem e homem anda, anda é com as próprias pernas” dizia com voz terna; mas também não o colocou nos braços. Eu olhei pra trás pra ver a cena, olhei o rosto do garotinho, uma carinha de cansaço e agora resignação. Me enchi de ternura. Pensei cá com meus botões: Que vida a nossa, aos três anos de idade já não nos é permitido esmorecer. O sinal abriu e todos nós continuamos a andar.
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