sexta-feira, 29 de julho de 2011

intertexto

"O senhor sabe o que o silêncio é?
É a gente mesmo, demais". Guimarães Rosa

Entre textos e contextos, visitas à ilha, voltas ao continente, revoltas impertinentes, internas; compartilho a poesia vista, que também me toca nesse instante, num outro estado, que seja; este mais próximo mesmo do sossego ruidoso que me embala nesses tempos estranhos; em que são raras e difíceis colocar em linhas as palavras, por aqui.
Sinto, graças a Deus, feito melodia, a verdade na sabedoria do poeta, a gente sendo demais pelo silêncio. Sei que esse calar é também verdade e intensidade de vida; urgente, pulsante, que não sabe nem como, nem quando, dizer.
Não digo. Não sei... Aguardo outro pulsar, outro fluxo onde seja a vez da voz, da fala, do canto, do encanto, da escrita que queira e possa ser partilhada. Agora, não se exprime. Silencio.

2 comentários:

Guilherme disse...

Os barulhos e ruídos da vida lá fora; a música e a melodia da Alma aqui dentro, são apenas estratégias da Vida.. de realçar o silêncio que revela a verdade das coisas, dentro e fora da gente.

Ana Aitak disse...

Obrigada pelo comentários poemas, Isso sim é privilégio. Receber palavras que inspiram mais e sempre.

:)