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sábado, 9 de junho de 2012

afinal

Todos temos certeza dos fins
do fim do ano, do fim do dinheiro
do fim da vida
...
Do fim do amor
digo, de algo parecido com amor
porque amor mesmo nao tem fim, né?

terça-feira, 6 de outubro de 2009

tempestades e copo d`água

Que este texto seja como um choro e cada palavra uma lágrima que vá lavando, vá levando aquela dorzinha, aquela tristezinha cotidiana, acumulada das pequenas coisas, principalmente daquelas que a gente não queria ouvir e ouviu, não queria ver e viu, não queria nem saber e soube, não queria dizer e fez, não queria nem pensar e sentiu. Aquelas, sim que não são problema de ninguém e comparadas, ahh nem seriam consideradas, mas sim; agridem, magoam, entristecem e machucam um pouco. Porque a gente tenta sustentar o riso, o bom humor, o amor. A gente tenta entender, esquecer, perdoar; mas a gente é fraco, e mais dia menos dia tiramos a armadura só por um instante, pra limpar, pra arejar; certos de que ninguém nos atingirá enquanto isso. E nos enganamos, somos surpreendidos e por isso não sabemos como reagir. E a gente se veste de novo, se ergue num susto e se prepara pra luta que pensávamos ter nos dado trégua. A gente não tem tempo pra curar os arranhões, eles vão cicatrizando junto com a nossa sensibilidade, e quando pensamos que estamos inatingíveis é então que somos vulneráveis e a vida segue...