Eu, hoje, acordei mais cedo/e, azul, tive uma idéia clara./Só existe um segredo. Tudo está na cara. (Paulo Leminski )
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
começo
No fim do ano, o momento é propício, a melancolia e fácil, a comoção é geral. Os clichês dizem do tempo de rever, refletir, prometer, melhorar, ao menos as intenções. Então vamos a eles. Da rapidez com que o ano passou à vontade de ter feito algo diferente alguma vez, e a impossibilidade de voltar atrás. Fecham-se ciclos, de verdade, para todos e para mim, vários e significativos. A esperança é igual também: novos começos virão. A nossa, a minha tarefa é esperança e empenho, o resto é presente e futuro. A surpresa é que a maturidade não vem com os aniversários e cada dia a novidade daquilo que me desconheço me aflige e me alegra na mesma proporção em que busco o equilíbrio na ponta dos dedos. Como diz a música “frágil é se aproximar, mas eu chego.” Mesmo que não seja junto com 2012, que seja enquanto, que seja no melhor ponto, que seja com paz e amor para você e eu.
Feliz ano novo desde já!
Feliz ano novo desde já!
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
preciosidade
Nossa senhora da flor roxa
rosai por nós
assim na vida como no chão
a primavera de cada ano
nos dai hoje
encantai nosso jardim
assim como encantamos
o do nosso vizinho
e não nos deixei cair em tentação
de esquecer tuas flores.
rosai por nós
assim na vida como no chão
a primavera de cada ano
nos dai hoje
encantai nosso jardim
assim como encantamos
o do nosso vizinho
e não nos deixei cair em tentação
de esquecer tuas flores.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Figuras de Linguagem
Estou anacoluto:
a falta de nexo
de sentido
ou sintático.
Pensamento
Interrompido
Desordenado
Delírio
É fim
e começo?
Mesmo sem
significado
sou compreensível.
Paradoxo.
a falta de nexo
de sentido
ou sintático.
Pensamento
Interrompido
Desordenado
Delírio
É fim
e começo?
Mesmo sem
significado
sou compreensível.
Paradoxo.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Agramatical
ícones, índices e símbolos
Apontamentos sobre aula de Texto em 22 de dez. 2011.
ícones, índices e símbolos
Há fortes indícios de que seja a hora de partir, em outra direção, sair à rua, ver e ouvir outras coisas. A sociedade nos impõe, pela cultura de massa, os padrões ideais de atitudes, beleza, sentimentos, moralidade, ética, amor e não questionamos. Consumimos, até não poder, até sermos consumidos pelas frustrações inevitáveis, de não alcançar, não corresponder às expectativas de nós mesmos mas, que não nos revela, não nos contempla, não nos acolhe imperfeitos. Somos levados a crê nos ícones mais irracionais, mais pobres (até de espírito) e nos cobramos valores e posses; vazios, muitas vezes, de sentidos. Por que não ouvir a verdade e aceitar placidamente as limitações? A existência nos punge e transcende nosso entendimento imaturo sobre a própria vida, o desejo, as coisas irreparáveis, nossa fragilidade diante desse imponente momento, Agora. Buscar o sublime além dos seus símbolos, exige romper com toda forma de aprisionamento e ignorância, do olhar ao sentir. Iluminar todas as formas de compreensão e praticar a amabilidade.
Apontamentos sobre aula de Texto em 22 de dez. 2011.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
A (in) experiência de viver na pós-modernidade
Assistimos à dissolução dos discursos homogeneizantes e totalizantes da ciência e da cultura. Não existe narração ou gênero do discurso capaz de dar um traçado único, um horizonte de sentido unitário da experiência da vida, da cultura, da ciência ou da subjetividade. Há histórias, no plural; o mundo tornou-se intensamente complexo e as respostas não são diretas nem estáveis. Mesmo que não possamos olhar de um curso único para a história, os projetos humanos têm um assentamento que já permite abrir o presente para a construção de futuros possíveis. Tornar-se um ser humano consiste em participar de processos sociais compartilhados, nos quais emergem significados, sentidos, coordenações e conflitos.A complexidade dos problemas desarticula-se e, precisamente por essa razão, torna-se necessária uma reordenação intelectual que nos habilite a pensar a complexidade.
Dora Fried Schnitman. Introdução: ciência, cultura e subjetividade. In: Dora FriedSchnitman (Org.). Novos paradigmas, cultura e subjetividade, p. 17 (com adaptações). Aqui
Dora Fried Schnitman. Introdução: ciência, cultura e subjetividade. In: Dora FriedSchnitman (Org.). Novos paradigmas, cultura e subjetividade, p. 17 (com adaptações). Aqui
PS: Acho bonito a capacidade humana de organizar e expressar o pensamento (inteligente) pela palavra, é quase ritmo, é quase lirismo, é quase música :)
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
acerto
"convoco o amor para as soluções. por pura inocência ou por uma crença silenciosa de quem prefere - seja escolha, obstinação ou ato de coragem - acreditar que, de fato, há no amor uma coerência ímpar capaz de trazer à tona o que pode ser resposta. no que diz respeito a mim, além de intolerante e, por vezes, egoísta, também sou toda coração. e nesse ponto, não vale acusar nenhum erro.
Camila Pereira M. (aqui)
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