quarta-feira, 30 de julho de 2008

versão musical

minha nova paixão ...músicas lindas...essa aí uma ode às morenas ;)


porque sempre gosto do que não tenho mais, parece que a banda está de recesso por tempo inderteminado.

PS: Também são ótimas as músicas deles: A flor, Último romance, Retrato pra Iaiá, De onde vem a calma,O vencedor, enfim eu tô apaixonada, assim não consigo ver nada ruim agora, gostando de todas até me encantar por outra banda, outra música ou outra pessoa quem sabe...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

O que será, que será?

Isto

Deixa uma coisa boa no peito,
uma alegria sem jeito.

Deixa um cheiro no ar,
deixa um gosto bom.

Dá vontade de escrever,
e tentar rimar...por quê?

quinta-feira, 24 de julho de 2008

o que prevalece*

Bom levando em consideração o último post, acho que ele vem confirmar algumas suspeitas minhas sobre o que tenho escrito, desconfio que não estou enxergando o lado bom das coisas, eu...que sempre me considerei uma otimista inabalável. Como eu havia falado sobre o porquê de escrever, alguns objetivos do blog ; agora me pergunto, como estou agora?
E ai vou olhando o que já resgistrei de lá pra cá, que índicios trazem todos (poucos, é verdade, mas enfim) esses textos? O que ando pensando? O que ando sentindo? E o mais importante : me agrada o que vejo? Percebi que estou escrevendo muito cinza, muito desbotado, muito inverno. Não gosto de me ver ou de olhar apenas por essa perspectiva, da tristeza, angústia, melancolia, aliás eu nem gosto dessas palavras, por que tem algumas palavras que eu nunca escreveria se pudesse, assim como alguns jamais passarão por baixo de uma escada, jamais pronunciarão a palavrar câncer, também tenho minhas supertições na hora de escrever e até de viver.
E eu quero deixar registrado também pra esquecer e anular o que escrevi ontem, que tem alegrias que não cabem em mim, que me fazem rir e chorar, ternura infinita basta eu pensar nos meus velhos, amor infinito no afeto do meus sobrinhos e em tantos outros momentos, lugares e pessoas que seria injusto listar, eu quero também saber perceber isso e demonstrar e às vezes experimentar do contrário de tudo isso também, por que é necessário e impossível não acontecer, mas é só isso, não quero ficar guardando nada disso que me enfraquece, que não me faz melhor que antes.Quero saber encerrar pra sempre, talvez num belo poema (quem me dera) tudo isso que como já falei, não me fortalece.
Mas também não quero ser sempre forte, impenetrável, insensível, se eu tiver que sofrer que o faça com dignidade, ou talvez sem, mas que me perdoe por isso e se possível aprenda também algo de bom, de útil pra mim e pra outras pessoas, e compartilhe se conseguir. Isso aqui tá parecendo mais uma prece, mais uma oração, pois que seja, que isso também eu não quero perder, a minha fé, na vida, em mim, em Deus.
*texto in construcción ou não.

terça-feira, 22 de julho de 2008

isso ou aquilo

Porque o que eu senti há pouco não pude expressar com minhas próprias palavras, não consigo formular em frases minhas tudo isso, que é tão pouco e desimportante e ao mesmo tempo consegue me incomodar muito. E por que? Porque sempre preferi não dá importãncia, mas agora não consigo ser indiferente; até consigo não demonstrar, até disfarço, até sorrio, mas não escondo de mim mesma, essa estranheza, esse desconforto aqui; essa vontade de chorar sem saber e sabendo os motivos. Mas isso passa logo, nem deveria registrar em lugar algum, nem deveria deixar vestígios, mas parece que assim vai diminuindo, voltando ao seu tamanho e significado tudo isso, vai deixando de me aborrecer, e ai depois volto a escrever da beleza, da alegria, da vida, de tudo ...mesmo de algumas tristezas e dores, mas disso não mais.
"A gente sempre destrói aquilo que mais ama/ em campo aberto ou em uma emboscada/ alguns com a leveza do carinho/ outros com a dureza da palavra/ os covardes destroem com um beijo/ os valentes com uma espada".
(Oscar Wilde)

sábado, 19 de julho de 2008

sorte de hoje

Por que essas previsões da internet, horóscopos sempre nos são favoráveis?

Seu raciocínio é perspicaz, prático e analítico.

Será??

sexta-feira, 18 de julho de 2008

aventura sobre quatro rodas*

imagem: volkpower-Alexandre P. in: http://olhares.aeiou.pt/volkpower/foto510782.html

Hoje foi um dos dias em que me aventurei ao volante do possante de minha prima, e pra variar tudo conspirou a meu favor, para que eu aprenda a dirigir e faça jus à habilitação que consegui (não importa quantas aulas eu tive).

Saio no portão e de cara cones no meio da pista e homens trabalhando: consigo desviar e saio cantando pneu, me concentro passo as marchas e fico mais confiante. De repente vejo algo estranho um amontoado de carros parados à minha frente (meu Deus! tem vários carros atrás do meu também..aiiiiiiii) parei, apaguei, liguei o carro, acelerei , freei (ou frenei) acelerei (aii meu Deus, pedal errado ...freio...freio ..ufa) E tudo por causa de uma escanha fazendo uma curva.

E o pior de tudo, sempre tem muita gente nesse caminho de casa até o mercado onde deixo o carro pra pegar o bus pra ir até a rua resolver minhas coisas. (Que gente curiosa que não pode ouvir um barulho estranho nos carros passando que arregalam os olhos, cruzes!)

Na volta pego meu possante e faço o percurso sem muitos contratempos, mas eis que ao chegar perto do portão do condomínio que fica numa rampinha infeliz avisto um carro parado já na entrada (isso não vai dá certo).

Mas calculei que embora fosse pouco, havia espaço pra mais um carro. De repente algo inesperado acontece. (Que isso gente um fusca apareceu do nada e tomou meu lugar, e agora como eu vou entrar, e esses carros atrás de mim? Socorro!!!!)

Tentei a sorte ...consegui. Bom, na verdade deu muito trabalho consegui subir a rampinha sem deixar o carro apagar e voltar pro meio da pista de ré, mas acho que estou melhorando.
Enfim em casa, ou quase, faltava só mais um portão. (Por que as pessoas fazem portões tão estreitos?? Oh! vida...)

Consigo entrar, desligo o carro. (Pera aí...já vou descer, preciso esperar as pernas pararem de tremer e o coração desacelerar um pouco... seria melhor eu ter ido correndo??)

E ainda querem que a gente aprenda a dirigir nesse caos. Ninguém respeita os cinco metros razoáveis de distancia de um carro pro outro, tanto da parte traseira quanto dianteira, ninguém quer andar a menos de cinqüenta por hora como seria o ideal, e pra quê tantas marchas meu Deus? A boa notícia é que segundo me contaram há carros que não necessitam que se passe a marcha, a má é que são caríssimos. ( um bom motivo pra começar a economizar pro futuro, se o primeiro plano falhar: aprende a dirigir os carros convencionais)

*Esse texto foi intencionalmente escrito com doses de exagero ao descrever as situações, e sua autora discorda veementemente de qualquer opinião que afirme ou insinue que mulher não dirige bem. Há várias justificativas totalmente aceitáveis que explicam a situação, como as citadas acima, e ainda outras que não foram aqui registradas, essas sim ainda mais importantes.


Ana

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Deixa pra amanhã

Por que eu queria escrever algo hoje, mas...

Adiamento

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico...
Esta espécie de alma... Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-rne para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...

Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de domingo divertia-rne toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã...

O porvir...Sim, o porvir...


Álvaro de Campos