terça-feira, 12 de maio de 2009

Desobediência

O namorado deixa a namorada no semáforo. Se despede e diz:
_Espera fechar.
Ele dá as costas.
Ela atravessa correndo, com sinal ainda vermelho.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

daquilo que contagia

Foi assim, início da manhã, hora mais apropriada pra continuar dormindo numa cama quentinha, e eu já no busão rumo ao trabalho, luto com toda minha indisposição e vou perguntar à única passageira além de mim se podia pedir ao motorista que desviasse o roteiro do bus um tiquinho pra me deixar mais próximo de meu destino, visto que já estávamos no fim da linha mesmo. Já preparada pra ouvir um não ríspido ou um muxoxo de sim, com visível má vontade de responder tanto quanto eu de perguntar.

Mas supreendetemente a moça me lança um sorriso, explica que não dá pois vai descer no fim da rua, me conta que tá vindo de uma cidade próxima, e que já morou ali, mas teve que vender a casa pois separou-se do marido, o que não foi boa coisa (vender a casa) já que o traste não sai do novo endereço, bêbado. Falei a ela que podia voltar, ela explicou de novo sobre a venda da casa, sem volta. E que estava indo a uma consulta no posto médico onde já tinha prontuário, não gostou da “saúde” na sua nova cidade.

Eu nem sabia o que responder diante da inesperada simpatia matinal confrontada com meu mau humor matutino; se há algo que me toca é amabilidade de uma pessoa que não me conhece e mesmo assim é amável e gentil; a empatia daquela moça desconhecida me desarmou, fui obrigada a largar o desânimo e a apatia de logo cedo, até fiquei sem jeito de me surpreender tão ranzinza, eu tão alegre, tão risonha. Pega em flagrante, antipática e desanimada diante de tanta vida, tanta aventura, tanta ânimo. Que vergonha! O ônibus seguiu, ela desceu, nos despedimos e eu levei comigo um pouco da alegria que ela me deixou sem eu pedir.

domingo, 10 de maio de 2009

about love

Você ainda é aquela que tem que subir em um banquinho...
Você ainda é aquela que se importa sem demonstrar...
Você é ainda aquela que fala o que é necessário...
Você é ainda aquela que o sorriso ganha o dia...
Você é ainda aquela que sabe aproveitar a vida...
Você é ainda àquela que tem o melhor abraço...
Você é ainda aquela que sempre estive a sonhar...
Você é ainda aquela que sempre irei odiar...
Você é ainda e sempre será parte do meu ser...
Você é...
E sempre...
Será...
Diogo de Brito my virtual friend todo inspirado, ai...ai... quem será musa?

sábado, 9 de maio de 2009

fazendo a diferença

Por aqui a gente adora quem é do contra com estilo e , especialmente com fofura:


todas as fotos aqui, via favoritos.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Literalmente

Entre o escritor e a vida,
há uma diferença.
A vida nos escreve
e não joga os rascunho fora.
Publica tudo.

Fabrício Carpinejar conhecendo e me apaixonando...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

imagem:http://weheartit.com/entry/168029
enCONTrO de dança
Era uma vez João e Teresa*. Não se conheciam, mas decidiram numa noite dessas ir ao mesmo lugar. E lá havia muito mais gente, talvez outros Joãos e outras Teresas, tantos que eles mesmos não se olharam direito no primeiro momento. E ambos riram, e dançaram e conversaram com outras pessoas. E mais tarde sentaram próximos um do outro, e se olharam desinteressadamente. Teresa pensou “deve ser um esnobe, metido” e achou que João pensou o mesmo dela; concluiu pelo jeito que a olhava e depois não pensou mais nada. Depois ela ouviu foi alguém lhe convidar pra dançar, era o João, ela riu e aceitou.

E dançaram, e ela achou que João dançava muito bem, e que por isso ela que não sabia dançar direito até parecia saber, aprendeu passos, giros, piruetas, e tudo de bom que é dançar um “dois-pra-lá-dois-pra-cá” bem dançado. Sentiu- se uma bailarina praticamente, e foi tão bom, tão divertido. João e Teresa não pensaram em mais nada além de aproveitar a música, o ritmo e a companhia. Não têm certeza se vão se encontrar de novo, apesar de terem pensado nisso; se encontrar pra dançar, vejam só?!

Agora Teresa pensa “será que o João quando lembra daquela noite, também ri sem querer, um riso só de alegria e saudade?”


*Geralmente não consigo dá nomes as personagens minhas, mas dessa vez, consegui colocar essa marca que as torna mais vivas.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

pra dizer tchau


Errata
onde lia-se desejo
leia-se despejo

não quero mais
essa vertigem de vogais
- tantos ais -
como se fossem consoantes

Ledusha

Postando poeminha de ruptura, eu estou evoluindo. Daqui a pouco despedir não vai doer tanto.