daqui ó, e tem muito mais coisas lindas.terça-feira, 28 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
aprendendo
por íncrivel que pareça aconteceu algo inédito ou está acontecendo, consegui me despedir de uma situação, abandonar velhos sentimentos, já imprestáveis, que trazia comigo pelo simples apego a algo, não havia lógica, nem razão. Apenas trazia comigo pelo medo de não saber lidar com o vazio que deixariam, e na verdade o que fica é espaço e possibilidade, na verdade não deve ficar, deve chegar, como o novo e surpreendente, mas bem vindo.
já basta de me agarrar a coisas e situações que me aprisionam, e me impedem mesmo de enxergar mais longe e de andar mais livre, mais leve. Acho que tudo é uma questão mesmo de receio, temer um pouco a sensação de não estar preso a nada, pensar que mesmo o que te prende te segura, no sentido de segurança; o que é paradoxal e esquisito. O que é redundante porque estou falando dessas nossas confunsões internas e tão humanamente esquisitas mesmo.
mas o caso é esse, por um momento no ínicio desse pequeno texto eu imaginei que consegui, só vejo agora aqui já pro final que não é bem assim, ficaram algumas quinquilharias, pequenas, quase sem importância que trouxe sem querer, mas pretendo devolvê-las ao passado de onde vieram o mais breve possível. Eu quero começar a guardar coisas novas, bem mais encantadoras e que tão logo comecem a perder o brilho e o encanto, eu me despeça delas também.
sábado, 25 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
a moment

E aquelas palavras que pareciam já serem sabidas adquiriram novos poderes ao serem ditas. Quando as escutou, pareceu que penetraram no seu corpo e ele se esvaziou, ficou leve como se pudesse flutuar e ir para um rumo indefinido, mas a sensação não era de liberdade e sim de estranhamento. E pareceu que as fotos que estava olhando ficaram invisíveis, porque não enxergava as imagens por mais que estivesse com os olhos fixos nelas, e já também não escutava direito, depois de ouvir aquelas palavras, lhe disseram outras coisas, sabia disso, eram vozes. Alguém lhe dizia algo, mas não compreendia, era numa língua desconhecida, indecifrável naquele momento, pelos seus sentidos.
Mas passou, alguns minutos depois, voltou a si, conseguiu ver e ouvir tudo novamente, estava ali, não tão firme, mas com os pés no chão. Ficou daquele momento apenas um pouco do vazio, porque também ficou um pouco de si naquele instante, voltou daquele espaço de tempo, incompleta, sentindo falta de algo que nem sabia o quê, só sabia que era importante.
insensibilidade
E como alguém que arrancou todas as rosas, pergunta pra roseira ao arrancar a última:
_Se importa?
_...
_Se importa?
_...
sexta-feira, 17 de abril de 2009
ReceitaPegue dois sonhos, dos grandes,
quebre-os com cuidado na borda da travessa, da pia, ou na ponta do nariz,
separe a clara do escuro,
batendo separado
até nevar em abundância.
Misture bem,
com carinho e paciência,
e leve tudo ao forno numa fôrma,
untada com diabinhos brancos.
Marque no relógio 30 segundos, agora, neste instante;
deixe os diabinhos partirem em bando
e retire o sonho do forno.
E então, juntos, nós dois,
de mãos dadas, provaremos essa delícia,
olhando as primeiras estrelas.
Sérgio Caparelli in: Paciência tem hora. Porto Alegre: L&MP, 1989. p. 33.
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