domingo, 14 de setembro de 2008

o círculo da palavra


Porque eu li esse blog inteirinho, até hoje, porque sou obsseviva pra essas coisas (desconfio que não gosto de coisas inacabadas, deixadas pela metade e nem gosto de não saber o ínicio delas). Assim vi essas duas citações, pois esse blog é cheinho delas e lindo, e então lembrei do que escrevi no meu perfil, e não tinha lido isso antes de escrever, mas querem dizer o mesmo que eu disse, ou vice-versa:

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A gente muda. É só continuar vivendo. Samuel Beckett, Malone Morre, pg. 37 (Códex)

O essencial não muda nunca. Fala de Vladimir, na peça “Esperando Godot“, de Samuel Beckett (Abril Cultural, pg. 36)
"
Citações copiadas na íntegra, de: http://palavraguda.wordpress.com/2008/05/

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A singularidade do significado e significante na linguagem da mulher

Foto: Rui Lebreiro in: http://olhares.aeiou.pt/shhh/foto1568175.html

(Breve no teatro próximo de você)
Trecho para divulgação:
Cenário: Corredores de um shoping center.
Um casal de adolescentes conversa formando um quarteto com mais duas garotas da idade deles. Segue o diálogo assistido pelas duas:

(...)
-Então vamos terminar. (ela)
-Vamos. (ele)
-Tem certeza?
-...
-Absoluta?
-...
(...)

( É óbvio que esse trecho não é inicio nem fim da narrativa, da história mas incontestavelmente traz uma pequena mostra da complexa fala da mulher. ui)
Quando os homens vão entender os códigos da linguagem feminina???

terça-feira, 9 de setembro de 2008

o morcego

Da nova série: coisas inusitadas que acontecem com a gente
Fui dormir ontem já bem tarde, janela aberta que o calor está de lascar. Luz apagada, soninho gostoso, sobrinha dormindo na cama de baixo. De repente ouço um som, parecido com o bater de asas de um pássaro, torci para que fosse uma “borboleta de chuva” ou que saísse pela mesma fresta da janela, seja lá o que fosse; não estava querendo levantar a não ser ao som do meu despertador e seria bem mais tarde.

Depois de perceber que o bicho voador não estava encontrando a serventia da casa, e temendo o pior, achei melhor levantar e acender a luz, e vi o morcego, suspeitas confirmadas.

Como o teto é baixo, o bicho dava vôos rasantes sobre minha cabeça, voando em círculos pelo quarto, e quando vinha em minha direção eu me arrepiava e o coração quase saltava pela boca, quando saia eu tinha medo que pousasse na minha sobrinha que dormia tranqüila; pensei em berrar e pedir socorro ao meu irmão ou ao marido da minha prima, mas como estava tarde achei melhor pegar a arma mais próxima; e então com minhas legítimas havaianas em mãos, mais pra defender que pra atacar, comecei a enxotá-lo baixinho, não queria acordar ninguém no susto.

Abri mais um pouco a janela e finalmente depois de mais alguns sobrevôos, o morcego partiu em retirada. Fechei bem a janela, até gosto de calor sabia? E me pus a pensar, porque mega supersticiosa que sou; já comecei a me perguntar o que significaria a visita do morcego, por que não uma borboleta colorida? Um passarinho verde? Ou até mesmo uma “esperança”? Ainda bem que o sono e minha memória não permitiram que eu lembrasse nada ruim ligado a visita de um morcego, mas que foi surpreendente foi, se bem que teve uma vez que dei de cara com uma coruja que fez o barulho que coruja faz bem na minha cara, só não caí pra traz porque ... mas enfim isso já é outra história.

sábado, 6 de setembro de 2008

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

sexta -feira (in) comum

cama.despertador. 6:30 h. muito cedo, só mais cinco minutos. sono. sonho. 8:00 h. socorro. e agora meu Deus? como faço pra tele transportar e está no trabalho daqui a meia hora?! banho rápido. cabelo despenteado. café? não dá tempo. mas é cuscuz de arroz. esquece. corre. carona. espera na parada. ônibus. ônibus errado. outro ônibus. outra parada. pegar mais um ônibus. espera. espera. 9:39 h. quase 10:00 h. alô? eu não vou poder ir trabalhar hoje. culpa. devia ter levantado da cama aquela hora cedinho. e agora ? aproveitar a folga forçada. cinco minutos até o shopping. fazer nada? good. lojas. milk shake. vestidos. Ahh... vestidos floridos. lindos vestidos. compro? não. experimentar só. compro? não compro. caro. dívidas. promessa de economizar. vestidos lindos. tentação. caro. desisto. lojas. mais vestidos. mais sapatos. não compro nada. Good. mais sorvete. andar. andar. fazer nada. 11:00 h. almoço? casa. parada. ônibus. sol quente. carona. casa. ninguém. sem comida. miojo. suco. sofá. filme. ela dança, eu danço. good. assistir a continuação outro dia. 16:00 h. lavar roupa. lavar louça. fome. cuscuz de arroz com café com leite que perdi de manhã. humm. limpar casa ouvindo música no rádio, good. rede. ler na rede. sono. hora de fazer comida pro jantar. tudo eu. tudo eu. fazer boa ação de vez em quando. risoto minha única especialidade. música. cheiro de queimado. faltou um pouco de sazon (amor). risoto queimado. fim do dia. computador. msn. escrever. you tube. sono. cama.



E tocava no rádio:


quarta-feira, 27 de agosto de 2008

just for me



Ana e o mar- O teatro mágico

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

um dia como hoje

Hoje é um daqueles dias que eu preferia que passasse em brancas páginas, mas acho que é melhor eu não resistir e deixar alguma impressão sobre essas coisas. Afinal o que são algumas palavras soltas, algumas frases desconexas num blog, comparadas a outras palavras e frases faladas num dia como esse? Não são nada. Prossigo.

Então, vou me permitir mais deslizes, talvez eu escute uma música triste ou mais, talvez eu pense em coisas tristes ou em pessoas que amo, por que quando se tem que lavar a alma toda ajuda é bem vinda. E lavar a alma é o que se pode fazer num dia assim, ou pelo menos limpar os olhos... Porque parece que vamos deixando de fazer esse pequeno asseio diário e quando vamos ver só mesmo uma limpeza daquelas pra deixar tudo arrumado novamente.

Essas linhas podem ser um momento desses onde estou tentando fazer a limpeza diária, embora eu resista, por que toda escrita de um dia assim traz algo como um lamento, e considero isso detestável, nem sei por que, mas é assim. Porque poucos são dignos de se lamentarem, eu não sou, e talvez esteja. Tudo por causa de um dia como hoje.

Mas tenho aprendido a me desculpar aqui, nesse espaço das minhas palavras, não sei se isso tem influenciado a continuar com os erros, sabendo que estou mais piedosa comigo mesma. Por isso talvez eu mude e seja mais intolerante como antes, ou não.

Vou tentar finalizar agora, porque num dia como hoje, assim como articular idéias com algum sentido é também difícil colocar pontos finais em quase tudo, e nesse caso devemos começar com o que nos parece mais simples e depois o resto, ao poucos, mas há que se impor limite, até num texto como esse.