Quem nunca ouviu essa expressão? Quem nunca disse ou pensou, ou escutou? Se você não; então não entende o bom nordestinês. Essa expressão para quem diz tem um sabor de “revanche”, para quem pensa de “revide interior”, para quem escutou (deveria haver) no mínimo vergonha, arrependimento. Porém, normalmente quem ouve nunca se dá conta que está sendo vítima das próprias palavras ou digamos assim, recebendo uma lição, para pelo menos deixar a vida dos outros em paz.
Por que pra essas pessoas, pra nós, é fácil ter na ponta da língua sempre uma farpa para soltar, sempre um julgamento a fazer, sempre uma crítica bem formulada, sempre uma lição de moral; mas ahh... Meus amigos, eis que a vida, essa roda que gira sem percebemos, nos coloca no exato lugar daqueles a quem dirigíamos nossas palavras “amorosas”, nossos pensamentos mais “fraternos e compreensivos”.
E passamos a vivenciar tudo que era alvo de nossos ataques hostis, cada sentimento de impotência que os imobilizava, cada fraqueza que os fazia repetir o mesmo erro, cada dependência infeliz que os fazia sentir-se atrelados a certo sofrimento. E ainda assim depois de pagarmos nossa própria língua, não aprendemos nada; continuamos insensíveis às batalhas alheias travadas contra a própria humanidade, iludidos de que essa batalha não é a mesma que também travamos.
Devíamos ser mais tolerantes e atentos e talvez aprendêssemos algumas estratégias, algumas táticas para o combate. Como diz a música: “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”, precisamos agora é saber a dor e delícia de ser o outro.
Por que pra essas pessoas, pra nós, é fácil ter na ponta da língua sempre uma farpa para soltar, sempre um julgamento a fazer, sempre uma crítica bem formulada, sempre uma lição de moral; mas ahh... Meus amigos, eis que a vida, essa roda que gira sem percebemos, nos coloca no exato lugar daqueles a quem dirigíamos nossas palavras “amorosas”, nossos pensamentos mais “fraternos e compreensivos”.
E passamos a vivenciar tudo que era alvo de nossos ataques hostis, cada sentimento de impotência que os imobilizava, cada fraqueza que os fazia repetir o mesmo erro, cada dependência infeliz que os fazia sentir-se atrelados a certo sofrimento. E ainda assim depois de pagarmos nossa própria língua, não aprendemos nada; continuamos insensíveis às batalhas alheias travadas contra a própria humanidade, iludidos de que essa batalha não é a mesma que também travamos.
Devíamos ser mais tolerantes e atentos e talvez aprendêssemos algumas estratégias, algumas táticas para o combate. Como diz a música: “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”, precisamos agora é saber a dor e delícia de ser o outro.
