quarta-feira, 7 de maio de 2008

Pagando a Língua

Quem nunca ouviu essa expressão? Quem nunca disse ou pensou, ou escutou? Se você não; então não entende o bom nordestinês. Essa expressão para quem diz tem um sabor de “revanche”, para quem pensa de “revide interior”, para quem escutou (deveria haver) no mínimo vergonha, arrependimento. Porém, normalmente quem ouve nunca se dá conta que está sendo vítima das próprias palavras ou digamos assim, recebendo uma lição, para pelo menos deixar a vida dos outros em paz.
Por que pra essas pessoas, pra nós, é fácil ter na ponta da língua sempre uma farpa para soltar, sempre um julgamento a fazer, sempre uma crítica bem formulada, sempre uma lição de moral; mas ahh... Meus amigos, eis que a vida, essa roda que gira sem percebemos, nos coloca no exato lugar daqueles a quem dirigíamos nossas palavras “amorosas”, nossos pensamentos mais “fraternos e compreensivos”.
E passamos a vivenciar tudo que era alvo de nossos ataques hostis, cada sentimento de impotência que os imobilizava, cada fraqueza que os fazia repetir o mesmo erro, cada dependência infeliz que os fazia sentir-se atrelados a certo sofrimento. E ainda assim depois de pagarmos nossa própria língua, não aprendemos nada; continuamos insensíveis às batalhas alheias travadas contra a própria humanidade, iludidos de que essa batalha não é a mesma que também travamos.
Devíamos ser mais tolerantes e atentos e talvez aprendêssemos algumas estratégias, algumas táticas para o combate. Como diz a música: “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”, precisamos agora é saber a dor e delícia de ser o outro.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Pause

Já ouvi dizer que quando você quer muito uma coisa, todo o universo conspira a seu favor, e eu tenho pra mim que há uma passagem biblíca quase idêntica a esse pensamento, mas esqueceram de mencionar que o blogger ou meu pc ou meu provedor de net, não estão incluídos in "universo". Será que vou ter fazer uma terceira versão? Desse jeito vou perder a credibilidade...vai virar história mal contada, ou pior um disse me disse que ninguém encontra a autoria rsrs

Eu quero muito (bem) esse meu espaço aqui, então como não estou conseguindo acessar??

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Na Bahia









fotos: arq. pessoal, provavelmente julho de 2008




segunda-feira, 7 de abril de 2008

Paladar

Ufa, enfim o último texto sobre os sentidos...

A primeira palavra que vem à mente ao falar do paladar é sabor, não só esse gosto dos alimentos, mas o gosto pela vida. Por isso essa ligação forte que fazemos entre lembranças, épocas de nossa vida e comida. Sempre temos um doce que marcou nossa infância, uma especialidade inigualável feito por nossa mãe e até mesmo as frutas roubadas em algum quintal na infância.Pra mim uma das melhores lembranças vem com um tipo de mingau feito com leite quente e farinha que era um manjar dos deuses, eu nunca imaginaria que a frequência com que aparecia no café da manhã era resultado da falta de alternativas, chego a quase sentir o gosto na boca, lembrando daquele tempo; cada um de nós cinco com sua tigelinha pessoal esperando a sua porção, que era saboreada entre assopros e alegria. As balas de hortelã e biscoitos sortidos que meu pai trazia a cada ida quinzenal à cidade eram aguardadas como quem espera o que de mais gostoso existe no mundo. Hoje as mesmas balas, os mesmos biscoitos não despertam as mesmas sensações. As expectativas mudam, os desejos mudam e com eles o que gostamos. Depois da televisão passei a desejar o morango com creme de leite que a moça do comercial fazia crêr não existir nada igual, o que mais tarde pude comprovar não era bem assim. Também desejava; aos seis, sete anos de idade; saborear maçãs, pessêgos, uvas e demais frutas que desconhecia; com a familiaridade com que saboreava as goiabas do quintal ( que eu mesma pegava nos galhos mais altos e arriscados, o que me rendia às vezes alguns acidentes, felizmente meu anjo da guarda sempre trabalhou bem). Mais tarde também percebi, que devia ter pensado menos nessas raridades e ter valorizado a fartura de goiabas, mangas e cajus. Vez ou outra ainda me pego realizando um pequeno desejo do genêro, e que pouca satisfação me trazem hoje em dia e cada vez me convenço mais que nada traz um sabor em si mesmo, cada um de nós dá um sentido, um sabor diferente a tudo, a vida.Nós a deixamos doce ou amarga, até azeda de acordo com o que fazemos e, ou esperamos, e que por mais ruim que possa parecer algumas vezes, certamente é melhor que a insipidez.
um beijinho pra quem chegou até aqui (o doce, claro rsrs)

domingo, 6 de abril de 2008

Peace and kiss

Precisamos de uma dessas por aqui...


Maratona do beijo em Madri dia 03 de abril.

foto:http://noticias.br.msn.com/fotos?cp-documentid=3229859&imageindex=3#3229859

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Acho que estive cheia de orgulho nos últimos dias, cheia de minha falsa autosuficiência, de egoísmo e indiferença e por que? Por algo tão intangível, tão distante e improvável; mas felizmente Deus ou a própria vida trata de me mostrar o meu tamanho, e o que realmente importa, o que não importa, e novamente estou consciente da minha pequenez e insignificância diante de tudo, felizmente me sinto fraca e impotente e tenho que lutar com todas as minhas forças e continuar a ter esperança, e aprender que não posso nada em mim mesma.

desengano

Não há nada pior do que enganar, do que enganar a si mesmo. Acho que só pode ser pior que isso, achar que não o fez. Dizer para si mesmo que tanto faz, que tudo bem, que não tá nem aí, nem lá; mas na hora de encarar a realidade, ah nessa hora, vem sofrimento, vem decepção e pior que isso, só decepcionar-se consigo mesmo.